Saúde

Triglicerídeos alto: saiba quais são os riscos e como controlá-los

mulher comendo salada para melhorar os triglicerideos
Escrito por Rodrigo Fávaro

Você sabe como reduzir os riscos de triglicerídeos altos? Os triglicerídeos atuam como uma reserva de energia para as células quando os níveis de colesterol estão abaixo do ideal. Eles são o principal tipo de gordura presente no organismo, ficando, muitas vezes, acumulados no corpo devido ao seu excesso.

Além disso, os triglicerídeos funcionam como um parâmetro bioquímico muito importante para o monitoramento periódico da saúde, podendo indicar tendências para o desenvolvimento de algumas doenças, principalmente as cardíacas.

Quer saber mais sobre os triglicerídeos? Continue a leitura e confira!

Quais são os valores de referência?

Ao fazer um exame de sangue, existe sempre uma faixa ideal em que os resultados devem se situar. Para os triglicerídeos, os valores de referência de pessoas adultas são os seguintes:

  • abaixo de 150 md/dL: triglicerídeos normal;

  • entre 150 e 199 mg/dL: nível moderado de triglicerídeos;

  • entre 200 e 499 mg/dL: triglicerídeos alto;

  • maior ou igual a 500 mg/dL: parâmetro muito elevado e de extremo risco.

É importante destacar que, para a coleta de sangue, o paciente deve estar em jejum de, no mínimo, 12 horas. Isso porque a alimentação interfere no resultado obtido, elevando os níveis de triglicerídeos erroneamente e alterando todo o diagnóstico.

Quais os riscos do nível de triglicerídeos alto?

Quando em níveis elevados, esse parâmetro bioquímico funciona como um sinal, indicando uma série de riscos que incluem, principalmente, problemas cardíacos e circulatórios. Isso ocorre porque os triglicerídeos se acumulam nas veias, dificultando a passagem do sangue.

Dessa forma, alguns eventos fatais ou que deixam sequelas graves para o paciente podem acontecer. Entre as principais doenças estão:

  • acidente vascular cerebral (AVC), que ocorre quando um coágulo interrompe o fluxo sanguíneo ou rompe um vaso no cérebro;

  • ataque cardíaco ou infarto do miocárdio;

  • aterosclerose, que é o acúmulo de placas de gordura nas veias;

  • pancreatite, que é a inflamação do pâncreas;

  • esteatose hepática, ou fígado gorduroso;

  • isquemia cerebral, quando o cérebro deixa de receber quantidades ideais de oxigênio.

O que aumenta os níveis de triglicerídeos?

Uma alimentação desregrada e hábitos de vida nada saudáveis, como o sedentarismo e a obesidade, são situações que contribuem para a elevação dos triglicerídeos. Além disso, existem alguns fatores que ajudam no armazenamento de gordura em excesso no corpo.

Entre eles, estão o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, pacientes com hipotireoidismo, pessoas diabéticas, quem sofre com insuficiência renal crônica e mulheres grávidas. Ademais, existem algumas pessoas que apresentam predisposição genética a ter triglicerídeos elevados, mesmo sem problema algum com a alimentação e praticando exercícios físicos regularmente.

Como baixar e controlar os triglicerídeos?

A primeira mudança que deve ser realizada são os hábitos de vida. Devido a 80% dos triglicerídeos serem provenientes da alimentação, sendo que o restante é produzido pelo corpo, uma dieta equilibrada, com um cardápio mais saudável e rico em verduras, legumes, frutas e carnes magras é fundamental. Você também deve evitar alimentos ricos em gorduras e carboidratos, como doces, sorvetes, frituras e massas, como bolos e pães.

Além disso, inserir a prática de exercícios físicos no dia a dia é indispensável para normalizar e controlar os níveis de triglicerídeos. Assim, é possível queimar o estoque de gordura e ainda melhorar a circulação sanguínea.

Em último caso, os medicamentos, conhecidos como fibratos, podem ser utilizados, sempre associados à mudança na alimentação e prática de atividades físicas. Isso é indicado, em especial, para aqueles pacientes que têm um histórico familiar ou que já apresentam sinais de problemas cardiovasculares.

Níveis elevados de triglicerídeos, portanto, podem indicar que algo muito errado está acontecendo no seu corpo, o que exige certa atenção do clínico. Ele deve orientar você para que mudanças positivas sejam incorporadas na sua rotina. Conseguindo controlar esse parâmetro, é possível assegurar a sua qualidade de vida e a manutenção da saúde de forma integral.

É preciso controlar a alimentação?

Sim, a alimentação é peça fundamental no combate aos triglicerídeos altos. Dessa forma, é importante ter uma dieta balanceada para evitar que os problemas se agravem, dando origem a doenças cardiovasculares e pancreatites. A seguir, explicamos quais são os alimentos que precisam ser evitados ou diminuídos do seu cardápio e quais não podem faltar. Acompanhe!

O que é preciso evitar na alimentação

O consumo de alguns alimentos podem fazer muito mal à sua saúde, principalmente se consumidos em excesso. Veja quais deles precisam ser riscados do seu dia a dia!

Gordura saturada e trans

A gordura saturada e trans precisam ser evitadas ao máximo para diminuir os riscos de triglicerídeos altos. Dessa maneira, sempre que você for ao supermercado, por exemplo, confira as informações nutricionais dos produtos, porque muitos deles contém essa perigosa substância.

Açúcares e carboidratos

Outros componentes que aumentam os triglicerídeos no sangue são os açúcares e carboidratos. Além de aumentar o peso, eles oferecem pouquíssimos nutrientes benéficos para a sua saúde.

Substitua o açúcar por adoçantes naturais, como o mel e a stevia. Assim, você consegue se alimentar bem, sem prejudicar o seu bem-estar.

Consumo em excesso de álcool

Quando o consumo de álcool é excessivo, o fígado produz mais ácidos gordurosos, aumentando, assim, os níveis de triglicerídeos. No entanto, quando o consumo é moderado, o efeito é contrário, isto é, ajuda a aumentar o colesterol bom e balancear esses índices.

Consumo em excesso de frutose

A frutose (açúcar presente nas frutas) em excesso também ajuda a aumentar os níveis de triglicerídeos. No entanto, isso não significa que as frutas devam ser evitadas. Aqui também vale a moderação, pois as fibras encontradas nelas são excelentes aliadas para evitar o aumento de triglicerídeos.

O que é preciso priorizar na alimentação

Por fim, não podemos deixar de destacar a importância de alguns alimentos no combate ao triglicerídeos altos e que devem fazer parte do seu cardápio diariamente. Veja!

Ômega 3

Consumir alimentos ricos em ômega 3 é muito importante para controlar os níveis de triglicerídeos no sangue. Nesse momento, você pode substituir a carne vermelha por salmão ou atum. Na hora de prepará-los, dê preferência para grelhá-los a fim de diminuir o teor de gordura.

Fibras

As fibras ajudam a desacelerar a digestão, e isso faz com que o corpo transforme a comida em energia, e não em gordura. Além disso, elas ajudam o organismo a reduzir a absorção de gorduras saturadas.

Verduras e legumes

As verduras e legumes não podem faltar no seu cardápio diário, ou seja, sempre precisam ser consumidos na hora do almoço e jantar. Embora alguns deles ainda apresentem uma boa porcentagem de carboidratos, ainda se fazem fundamentais na dieta para diminuir os riscos de triglicerídeos no sangue.

Cereais integrais

Dê preferência para os cereais integrais na sua dieta, como trigo, arroz, aveia, etc. Isso porque eles são mais eficientes na diminuição dos triglicérides do que os cereais refinados.

Viu como é possível diminuir os riscos de triglicerídeos altos? Com pequenas ações diárias, você conseguirá ter uma vida mais saudável e livre de desconfortos que podem afetar a sua qualidade de vida.

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Sobre o autor

Rodrigo Fávaro

Administrador de empresas com pós-graduação em Matemática Financeira e MBA de Gestão do Varejo Farmacêutico (CPDEC).

Cerca de 8 anos atrás, fui diagnosticado com uma doença autoimune, chamada Doença de Chron, a partir deste dia vi o quanto é importante ter nossa saúde em dia.
Isso foi o gatilho para meu maior propósito: Ajudar outras pessoas a cuidarem de sua Saúde e Qualidade de vida.

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