Saúde

Saúde dos idosos: entenda o que são escaras e como curá-las

idoso no médico
Escrito por Rodrigo Fávaro

Quem já teve um parente que ficou acamado por muito tempo, certamente, já quis entender como curar escaras para poder aliviar a dor do ente querido. Esse nome feio e antigo a nada mais se refere do que às lesões cutâneas causadas pela pressão repetida na pele.

Além das pessoas hospitalizadas, os idosos também são muito afetados por esses danos no tecido subcutâneo, músculos, articulações e ossos. Normalmente, os lugares com maior incidência da lesão são: cotovelo, calcanhares, final da coluna, joelhos, nádegas e parte externa da coxa.

Então, quer aprender a evitar ou curar o aparecimento das escaras? É o que veremos neste post! Continue a leitura para garantir que elas não prejudiquem mais a qualidade de vida da sua família:

Como evitar o surgimento de escaras?

O ideal é mudar a posição do corpo de 2 em 2 horas. Isso vai garantir que as partes que ficam mais facilmente sobre superfícies duras tenha uma circulação sanguínea de melhor qualidade.

Para potencializar os resultados, é necessária uma alimentação adequada e uma boa hidratação. Outra dica importante é usar almofadas ou colchões específicos (caixa de ovo). Deitar em colchões de ar, gel ou alpiste também contribui para apoiar o corpo corretamente sem causar pressão excessiva.

Por fim, não deixe de zelar pela higiene do idoso, mantendo sua cama sempre limpa e seca, sua pele, hidratada, e executar movimentos passivos nos membros dos pacientes. Essa são medidas simples, porém eficientes.

Como tratar essa lesão?

Antes de saber como curar escaras, é importante entender os quatro graus possíveis dessa lesão, para garantir o seu tratamento correto. Vamos a eles:

  • fase I o primeiro sinal visível é o surgimento da vermelhidão ou eritema, que não desaparece com a pressão na pele;
  • fase II conhecida por isquemia, é marcada pelo surgimento de bolhas nas regiões afetadas, pequenos esfolados ou orifício superficial;
  • fase III — aqui, aquelas “crateras” começam a surgir. Trata-se de uma necrose na epiderme, ou seja, uma destruição dos tecidos;
  • fase IV — as lesões profundas nos músculos e tecido ósseo são chamadas de ulceração. Essa é a fase mais grave.

Nos estágios I e II, bem como em alguns casos da fase III, o tratamento pode ser feito por meio de antibióticos e o uso de curativos específicos. Os ferimentos também podem regredir caso a pressão sobre a região for aliviada.

Quando essa situação se agrava, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica para remover os tecidos mortos. Nesse procedimento, normalmente, é realizado um enxerto na pele para facilitar a cicatrização do local e o fechamento das feridas.

Por fim, vale ressaltar que as escaras precisam de ainda mais atenção no caso dos idosos. Isso porque, com a idade, o tecido perde elasticidade, hidratação e oleosidade. E esse conjunto de fatores facilita a penetração de agentes infecciosos através das lesões.

Assim como em todos os problemas de saúde, o diagnóstico precoce é um aliado no combate a essas lesões, evitando que o paciente sofra com dores e tratamentos mais evasivos. Portanto, procure o seu médico para maiores orientações quando os incômodos surgirem!

Então, gostou do post? Agora que você já entendeu como curar escaras e quais são as melhores formas de evitar o seu aparecimento, que tal continuar aprendendo mais cuidados com a saúde? É só seguir a nossa página no Facebook para ficar por dentro dos melhores conteúdos!

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Sobre o autor

Rodrigo Fávaro

Administrador de empresas com pós-graduação em Matemática Financeira e MBA de Gestão do Varejo Farmacêutico (CPDEC).

Cerca de 8 anos atrás, fui diagnosticado com uma doença autoimune, chamada Doença de Chron, a partir deste dia vi o quanto é importante ter nossa saúde em dia.
Isso foi o gatilho para meu maior propósito: Ajudar outras pessoas a cuidarem de sua Saúde e Qualidade de vida.

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