Saúde

Medicamentos anti-inflamatórios: como funcionam e quais são os riscos?

anti inflamatório
Escrito por Rodrigo Fávaro

Os medicamentos anti-inflamatórios são fármacos que impedem ou minimizam os processos de inflamação e seus sintomas (febre e dor). Podem ser classificados em dois grupos: anti-inflamatórios não esteroides (AINE) e anti-inflamatórios corticoides.

Assim como a maioria, esses medicamentos são de grande importância para o controle de doenças e recuperação da saúde. No entanto, quando ingeridos sem o acompanhamento correto e de forma abusiva, os anti-inflamatórios podem ser prejudiciais.

Continue conosco para entender os benefícios e os riscos desse tipo de medicação. Confira!

Benefícios dos medicamentos anti-inflamatórios

Tratamento de doenças crônicas

Eles controlam os processos inflamatórios inibindo a ação da enzima que concede o aumento da produção da prostaglandina, substância natural do corpo que causa o surgimento do processo inflamatório. Entretanto, só devem ser utilizados com acompanhamento profissional, pois o uso excessivo pode trazer grande dano à saúde.

Os anti-inflamatórios não esteroides são muito utilizados em tratamentos de doenças inflamatórias crônicas e autoimunes como: lúpus eritematoso, doença de Crohn, artrite reumatoide, espondilite anquilosante e outras.

Recuperação da saúde

A melhora do quadro de saúde, por meio do uso dos anti-inflamatórios, não é exclusivo das doenças crônicas. Casos como: inflamações gástricas ou de garganta, febre, dores musculares, cólicas e outros, podem ser resolvidos ou ter seus sintomas diminuídos com o uso controlado dos anti-inflamatórios corretos para cada situação.

Riscos do uso de anti-inflamatórios

Aumento da pressão arterial

Os AINEs podem elevar a pressão arterial em pacientes hipertensos e também nos não hipertensos. Esse processo pode estar relacionado à inibição da prostaglandina. Entre os medicamentos que apresentam maior interação com os anti-hipertensivos estão o naproxeno, piroxicam e ibuprofeno.

O acompanhamento de pessoas que fazem uso de anti-hipertensivos associados a anti-inflamatórios é de grande importância. É preciso fazer o uso correto das medicações e optar por uma farmácia com profissionais capacitados que orientem o cliente quando a interação entre os dois medicamentos acontecer.

Comprometimento da função renal e cardíaca

As prostaglandinas, substâncias responsáveis pelo processo inflamatório, agem nos rins aumentando o fluxo sanguíneo. Em pessoas com rins saudáveis, a ação das prostaglandinas é baixa e o uso de anti-inflamatórios por pouco tempo não provoca problemas.

Entretanto, pessoas com doenças renais ou com problemas que causem a diminuição da distribuição de sangue, como insuficiência cardíaca e cirrose, dependem da ação das prostaglandinas para que os rins tenham um bom funcionamento.

O uso de AINE é contraindicado nessas pessoas, pois como vimos anteriormente, eles provocam inibição das prostaglandinas e, consequentemente, agravam a insuficiência renal. Além disso, o uso contínuo e excessivo de anti-infamatórios pode causar úlceras, gastrites, hemorragias e outras complicações graves.

O uso consciente dos AINEs e sua importância

Anti-inflamatórios são medicamentos seguros se administrados de forma consciente e com indicação médica. No entanto, é o tipo de remédio com maior índice de automedicação. Como vimos, podem provocar interações com outros medicamentos e agravar alguns quadros, além dos inúmeros efeitos colaterais.

Diante disso, é importante procurar auxílio profissional quando o uso dessas medicações for necessário, bem como uma farmácia com profissionais capacitados que possam informar sobre: interações medicamentosas, efeitos colaterais, a importância de ingerir a dose correta e os males que o excesso do fármaco pode causar.

Ainda neste post, você pôde perceber como os medicamentos anti-inflamatórios podem ser benéficos se usados de maneira correta, ajudando em patologias crônicas, melhorando a qualidade de vida e reduzindo as chances de complicações. Porém, seus riscos diante do abuso de sua dosagem e do uso contínuo também devem ser conhecidos e entendidos.

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Sobre o autor

Rodrigo Fávaro

Administrador de empresas com pós-graduação em Matemática Financeira e MBA de Gestão do Varejo Farmacêutico (CPDEC).

Cerca de 8 anos atrás, fui diagnosticado com uma doença autoimune, chamada Doença de Chron, a partir deste dia vi o quanto é importante ter nossa saúde em dia.
Isso foi o gatilho para meu maior propósito: Ajudar outras pessoas a cuidarem de sua Saúde e Qualidade de vida.

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