Saúde

Hipertensão: entenda em detalhes sobre o assunto

paciente com hipertensão
Escrito por Rodrigo Fávaro
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Hipertensão: entenda em detalhes sobre o assunto

1. Introdução

Conhecida popularmente como pressão alta, a hipertensão é uma doença que pode acometer crianças, adultos e idosos, mesmo com maior prevalência em homens a partir dos 50 anos de idade. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, 25% da população adulta do Brasil está hipertensa, índice que revela a importância da conscientização e combate a esse problema.

Pacientes hipertensos não apresentam sintomas, o que torna essa doença ainda mais perigosa, pois a falta ou inadequação do tratamento traz grandes riscos à saúde, o que inclui aumento das chances de derrames cerebrais (AVC), infartos e insuficiência renal terminal.

Sendo assim, por representar um grande perigo à vida, reunimos neste e-book informações preciosas sobre o assunto que servirão para ajudá-lo a conhecer, detalhadamente, diversos aspectos relevantes sobre a hipertensão arterial. Boa leitura!

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2. O que é hipertensão?

A hipertensão arterial é uma doença crônica caracterizada pelo aumento da força que o sangue do coração precisa fazer ao passar pelas artérias para irrigar os outros órgãos. A pressão pode ser considerada alta quando, após ser medida por diversas vezes, ela é igual ou superior a 14 por 9.

Por ser um problema silencioso, medi-la regularmente é a única maneira de diagnosticá-la. Quanto mais cedo a doença for detectada, menores serão as chances de que o quadro se agrave e traga consequências à saúde. No estágio avançado de hipertensão, ou seja, quando atinge 18 por 11, danos às estruturas cardíacas, rins, olhos e cérebro podem ocorrer.

Embora essa doença seja muito associada ao alto consumo de sódio, existem outros fatores desencadeantes, como a genética e certos hábitos. Veja a seguir!

3. Quais são as causas e tratamentos para a hipertensão?

Como dito anteriormente, não há apenas um motivo capaz de gerar a hipertensão. Ela está dividida em duas categorias, de acordo com suas causas — a hipertensão primária e a secundária —, que serão explicadas a seguir.

Além disso, o tratamento — cuja principal função é garantir o controle da pressão — inclui a utilização de medicamentos anti-hipertensivos e a adoção de hábitos de vida mais saudáveis, com prática de exercícios físicos, dieta balanceada e acompanhamento médico.

Vale lembrar que uma medida não anula a outra, pois o que trará resultados eficazes é a prática conjunta dessas ações.

3.1. Hipertensão primária

A hipertensão primária é responsável por 95% dos casos de pressão alta. Esse tipo surge gradativamente, com possibilidade de piorar ao longo do tempo, e diversos fatores de risco já são conhecidos. Acompanhe!

3.1.1. História familiar

O histórico da família é considerado um fator de grande influência para o desenvolvimento da doença. Quanto mais parentes hipertensos, maiores as chances de que uma pessoa que não tem hipertensão a desenvolva. Se o parentesco for de primeiro grau, essa probabilidade dobra.

3.1.2. Obesidade

O excesso de peso relaciona-se com a pressão alta por aumentar os níveis de insulina no sangue e também a retenção de sódio pelos rins. Basta que um indivíduo tenha apenas 20% a mais de peso que o recomendado para que as chances de se tornar hipertensoaumentem até 6 vezes.

3.1.3. Idade

Com o passar dos anos, a tendência é que nossos vasos sanguíneos sofram um processo denominado arteriosclerose, que resulta no endurecimento da parede arterial. Com isso, as artérias perdem sua elasticidade e a capacidade de adaptação conforme a pressão varia.

Por esse motivo, quanto mais avançada for a idade, maiores serão os riscos do surgimento da hipertensão.

3.1.4. Sedentarismo

A ausência do costume de praticar atividades físicas diariamente também pode levar ao aumento permanente da pressão arterial.

Realizar exercícios físicos evita que as artérias se estreitem, pois diminuem os níveis de adrenalina circulante no organismo e elevam a liberação do óxido nítrico e das endorfinas, fatores que geram vasodilatação. Além disso, ao se exercitar regularmente, o peso e o colesterol são controlados.  

3.1.5. Colesterol alto

Quando o colesterol está aumentado, a quantidade de gordura depositada nas artérias também é maior. A partir disso, o sangue que passaria normalmente por elas precisa exercer maior pressão nas paredes arteriais para conseguir passagem. 

3.2. Hipertensão secundária

Nesse tipo de hipertensão, diferentemente da primária, em que não há uma causa específica, sabe-se que o principal motivo que a desencadeia é uma doença. No entanto, várias enfermidades podem ser responsáveis pelo surgimento da pressão alta secundária. Veja!

3.2.1. Insuficiência renal crônica

A insuficiência renal crônica está entre as principais causas da hipertensão secundária. Os rins são destinados a manter o equilíbrio de água, sais e eletrólitos e eliminar toxinas do corpo. Quando seu funcionamento é afetado, esses sais e líquidos não são mais expelidos, o que deixa a pessoa hipertensa.

Porém, essa é uma “via de mão dupla”, pois a hipertensão também pode levar à insuficiência renal crônica. Se a pressão fica constantemente aumentada, ela pode lesionar os vasos e glomérulos dos rins, o que os tornará insuficientes. 

3.2.2. Rins policísticos

A presença de cistos nos rins caracteriza uma doença, sem malignidade. Entretanto, quando esses cistos se expandem, acontece a liberação de um hormônio chamado renina, o qual provoca maior absorção de sódio nos túbulos renais e gera a hipertensão.

3.2.3. Estenose da artéria renal

A estenose caracteriza-se pelo estreitamento de uma artéria. Nas situações em que isso acontece com uma artéria renal, há a diminuição do sangue para o órgão, que passa a compreender que essa falta de pressão está em todo o organismo e, com isso, começa a reter mais sódio.

3.2.4. Apneia do sono

Pessoas que sofrem de apneia costumam ter picos de estresse durante o sono e, por isso, não conseguem oxigenar perfeitamente todos os tecidos. Com a respiração interrompida, ocorre a queda da oxigenação, elevação do gás carbônico e retomada rápida do ato de respirar, fatores que em conjunto ativam o sistema simpático, que causa hipertensão.

4. Como se prevenir?

4.1 Faça atividades físicas

Incluir atividades físicas na rotina é uma excelente forma de prevenção da pressão alta. Ao se exercitar, diminui-se a força e a quantidade de batimentos cardíacos e os vasos sanguíneos ficam mais dilatados, o que permite a passagem sanguínea com mais facilidade, sem exigir tanto esforço.

Um exercício físico, se praticado com certa frequência, é capaz de diminuir a pressão em 5 a 8 mmHg. Sendo assim, escolha aquele que mais o agrade e desfrute dos benefícios. Os treinos aeróbicos são boas opções, pois, além de trabalhar o corpo, ajudam na respiração.

4.2. Tenha uma alimentação saudável

Alimentar-se adequadamente ajuda a manter o ritmo dos vasos sanguíneos e do coração saudável. Por isso, é de extrema importância ter uma alimentação balanceada, composta por alimentos que são grandes aliados à boa saúde.

Não basta apenas diminuir o consumo do sal para prevenir a hipertensão. É preciso diversificar a ingestão de legumes, verduras e grãos. Saiba também que ingerir alimentos ricos em potássio, como feijão, espinafre e cenoura, e ricos em ômega 3, como sardinha, atum, linhaça e azeite, além de leite e seus derivados, desde que desnatados, aumenta a prevenção.

4.3. Mantenha seu peso adequado 

Ao manter seu índice de massa corpórea proporcional à sua altura, o corpo conseguirá realizar todas as funções sem dificuldades. O excesso de gordura libera substâncias que se encontram nas vísceras para a corrente sanguínea, o que causa o aceleramento da pressão. Dessa forma, peso controlado é sinônimo de pressão controlada.

4.4. Durma bem

Ter uma boa noite de sono normalizará o fluxo sanguíneo e os batimentos cardíacos. Então, tente dormir de 6 a 8 horas noturnas todos os dias para que o sono realize sua função reparadora.

4.5. Evite o estresse

Tão importante quanto ter a saúde física em boas condições é manter a mente saudável. Desse modo, evite ao máximo se expor diariamente a situações de estresse, pois nesses casos será liberada a adrenalina e o cortisol, os quais oferecem riscos à pressão, visto que esses hormônios podem aumentá-la subitamente. 

4.6. Invista na vitamina D

vitamina D conta com a capacidade de agir no nível genético do problema. A suplementação com ela torna o gene responsável pela produção da renina menos ativo. Dessa forma, procure um profissional da saúde para saber se o seu organismo necessita dessa vitamina.

Os resultados levam de dois a três meses para surgir e até oito meses para atingir sua totalidade.

5. Quais são os remédios e cuidados necessários com a hipertensão?

5.1. Remédios

Atualmente, existem diversas drogas aprovadas no mercado cujo objetivo é controlar os níveis da pressão arterial. Os anti-hipertensivos considerados mais eficazes para isso são: os diuréticos, os inibidores da enzima conversora da angiotensina e os inibidores do canal de cálcio. Esses três tipos de medicamento serão apresentados a seguir. 

5.1.1. Diuréticos 

Os diuréticos são remédios que agem diretamente nos rins e provocam o aumento da eliminação de água e sais pela urina. Eles são utilizados há muito tempo e hoje são uma das melhores opções que existem. Indapamida, Furosemida, Espironolactona e Hidroclorotiazida são exemplos desse fármaco.

5.1.2. Inibidores da enzima conversora da angiotensina

Como o próprio nome já revela, essa classe medicamentosa atua com a função de promover a inibição da ação da angiotensina, que é um hormônio capaz de elevar a pressão. Enalapril, Captopril, Ramipril e Lisinopril fazem parte dos medicamentos inibidores.

5.1.3. Inibidores do canal de cálcio

Os bloqueadores do canal de cálcio são usados para causar a dilatação dos vasos sanguíneos, reduzem a excitabilidade cardíaca e promovem o relaxamento da musculatura lisa arterial. Amlodipina, Nicardipina e Nifedipina são exemplos.

5.1.4. Betabloqueadores

Os betabloqueadores são anti-hipertensivos que diminuem a frequência do coração e costumam ser indicados para pacientes jovens do sexo feminino. Porém, são contraindicados para indivíduos que sofrem de asma ou que apresentam menos de 60 batimentos cardíacos por minuto. 

Atenolol, Bisoprolol, Metoprolol e Nebivolol são fármacos betabloqueadores.

5.2. Cuidados

Controlar a hipertensão requer a adoção de atitudes saudáveis e o abandono de maus costumes. Saiba quais medidas colaboram para a manutenção da boa pressão arterial!

5.2.1. Evitar o fumo

O cigarro, por conter nicotina e outras substâncias consideradas tóxicas ao organismo, danifica a estrutura das artérias. Além disso, o ato de fumar entope os vasos sanguíneos, dificulta o transporte de oxigênio e aumenta a tonicidade muscular, fatores que podem levar à hipertensão.

5.2.2. Evitar bebidas alcoólicas 

A ingestão de bebidas alcoólicas eleva o peso corporal e gera problemas cardíacos, motivos que são capazes de tornar uma pessoa hipertensa. Somado a isso, o álcool corta o efeito dos remédios, o que os tornará ineficazes no controle da pressão.

5.2.3. Tomar corretamente os medicamentos prescritos

O sucesso de um tratamento dependerá principalmente do paciente. Por isso, seguir o que foi recomendado é um cuidado essencial e que não deve ser dispensado. Todos os medicamentos devem ser tomados nos horários indicados, com o uso das dosagens corretas.

Nenhum deles deve ser substituído sem que o médico prescritor seja consultado. A automedicação oferece inúmeros danos à saúde.

5.2.4. Monitorar a pressão

O monitoramento da pressão precisa ser feito pelo menos duas vezes ao ano para que se verifique se ela está realmente controlada. Essa é uma medida de segurança que pode impedir o agravamento da doença ou detectá-la precocemente.

5.2.5. Reduzir o consumo de sal

Para maior controle da hipertensão, é recomendado que o consumo de sal seja reduzido. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde aconselha que sejam ingeridos por dia apenas 5 gramas de sódio, enquanto grande parte da população costuma consumir 12 gramas. 

6. Conclusão

A hipertensão é uma doença que precisa ser levada a sério devido a todas as complicações que ela pode oferecer à vida. Por mais que seja considerada uma enfermidade grave, conhecida como “assassina silenciosa”, ao adotar todos os cuidados corretos para estabilizá-la e evitar complicações, é perfeitamente possível viver bem com ela

Se você é hipertenso, sempre tenha orientação médica para que sua qualidade de vida não seja afetada pela doença e siga o tratamento adequado. Caso não seja portador dela, previna-se com a prática de hábitos saudáveis, pois esse sempre será o melhor caminho.

Esperamos que este artigo tenha contribuído para o seu conhecimento e para esclarecimento dos diversos aspectos relacionados à hipertensão.

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Sobre o autor

Rodrigo Fávaro

Administrador de empresas com pós-graduação em Matemática Financeira e MBA de Gestão do Varejo Farmacêutico (CPDEC).

Cerca de 8 anos atrás, fui diagnosticado com uma doença autoimune, chamada Doença de Chron, a partir deste dia vi o quanto é importante ter nossa saúde em dia.
Isso foi o gatilho para meu maior propósito: Ajudar outras pessoas a cuidarem de sua Saúde e Qualidade de vida.

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