Saúde

Conheça as 5 doenças oculares mais comuns e saiba como tratá-las

doenças oculares
Escrito por Rodrigo Fávaro

Com o avanço da tecnologia de comunicação, estamos rodeados a todo o tempo por vídeos, textos e informações, e por isso a saúde dos olhos nunca foi tão importante. Para um contato eficaz com o mundo, zelar pela nossa visão se tornou um cuidado de rotina e, pensando nisso, conhecer o básico sobre as doenças oculares mais comuns é um importante meio de prevenção.

A diminuição na acuidade visual, comum a todas elas, é apenas um sintoma entre vários. Saber as características que podem acompanhá-la faz com que diferenciemos os diagnósticos prováveis e pensemos sobre quando procurar um especialista. Dor, sinais de infecção, sangramentos e secreções são outros sintomas de alerta para os quais devemos ficar atentos.

Para crianças, esse cuidado deve ser intensificado, pois, apesar de elas já passarem por uma triagem quando nascem, a manutenção do cuidado deve ser constante. Muitas vezes, elas podem não relatar os sintomas que descrevemos aqui, mas constantemente apresentam sinais associados que indicam doença ocular. Portanto, fique de olho e acompanhe nosso material.

1. Daltonismo

O daltonismo é uma doença caracterizada por falha na diferenciação das cores, e atinge cerca de 5% da população. Ela é hereditária, ou seja, passa de pais para filhos e, portanto, se apresenta desde o nascimento da criança. As principais tonalidades acometidas são o verde e o vermelho, podendo atingir também o amarelo e o azul. Por se tratar de uma imperfeição na distinção entre cores, este é o único e principal sintoma.

Como a doença ocorre desde o nascimento, a melhor prevenção é a visita, o mais cedo possível, ao oftalmologista. Ficar atento à saúde nos olhos das crianças é uma boa ferramenta para identificar o daltonismo. O problema não tem cura, mas é possível utilizar lentes de contato e óculos especiais que facilitam a diferenciação das cores.

2. Catarata

A catarata é uma das principais causas de cegueira no mundo. Ela é definida por aumento na opacidade de uma estrutura chamada cristalino, que em pessoas saudáveis é transparente. Embora seja uma doença perigosa, a catarata é considerada um evento natural da velhice, acometendo pacientes mais idosos.

Para pessoas com idade superior a 40 anos, é importante a atenção aos sintomas, que incluem, além de diminuição na visão, aumento de sensibilidade à luz e uma película esbranquiçada na superfície dos olhos. O diagnóstico é simples, mas a avaliação do oftalmologista é fundamental para diferenciar de outras doenças.

O tratamento para a catarata é bastante eficaz. Normalmente prossegue-se à cirurgia, com o objetivo de substituir o cristalino lesado por uma lente. Este é um procedimento rápido, mas, como qualquer cirurgia nos olhos, é muito delicado. Portanto, estar em contato com um profissional de confiança é uma boa opção.

3. Ceratocone

O ceratocone é uma doença que acomete a córnea, superfície transparente que recobre os olhos — camada, geralmente, fina e linear. Nessa doença ela se deforma e se torna mais espessada, e entre os principais sintomas que são causados por esse alargamento, podemos elencar:

  • perda do foco da visão;
  • diminuição da visão noturna;
  • sensibilidade à luz aumentada;
  • visão da córnea espessada, dando a impressão de que o olho está “saltado”.

O ceratocone é mais comumente hereditário — podendo surgir antes dos 30 anos —, mas também pode ser adquirido sem que haja histórico familiar. O principal fator de risco para o surgimento do problema em pessoas que não nasceram com ele é coçar os olhos constantemente. Isso porque o atrito mecânico, ao longo dos anos, deforma a córnea e levando-a ao aparecimento dos sintomas.

O diagnóstico precoce é importante, pois o ceratocone é considerado uma doença progressiva. Isso significa que, quanto mais tempo se passa, mais severos os sintomas ficam. Inicialmente, pode-se utilizar uma lente de contato específica para corrigir o defeito na córnea, mas em casos mais graves, a cirurgia para correção deve ser considerada.

4. Astigmatismo

O astigmatismo também atinge a córnea, assim como o ceratocone. Nele, entretanto, temos uma alteração em seu formato, e não em sua espessura. Enquanto em pessoas normais a córnea é redonda e lisa, em pacientes com o problema ela é mais ovalada.

O formato alterado da córnea, que é importante no foco da luz para a visão, gera os principais sintomas do astigmatismo. Entre eles, podemos citar alterações para longe e perto de visão embaçada e distorção dos limites das imagens. Além disso, o problema pode acometer tanto crianças quanto pessoas de maior idade.

O tratamento para o astigmatismo é basicamente o uso de óculos ou de lentes de contato. Como é uma doença que pode coexistir com outras, como miopia ou hipermetropia, muitas vezes o tratamento é combinado. Para a correta individualização da conduta médica, é imprescindível a avaliação de um oftalmologista.

5. Descolamento de retina

A retina é a parte mais profunda dos olhos, diretamente conectada ao cérebro. Ela é responsável pela transformação dos estímulos visuais em nervosos. Seu descolamento, que pode ocorrer por infecções, doenças sistêmicas ou traumas, impacta diretamente na visão, podendo causar até mesmo cegueira.

O descolamento de retina não causa dor, o que deve redobrar nossa atenção para seu possível aparecimento. Os sintomas geralmente surgem após a exposição ao agente causador do descolamento, como visão turva, moscas volantes (manchas escuras na visão) e fotopsias (flashes súbitos de luz). O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais rápido possível.

Manter a saúde dos olhos é como escovar os dentes: deve ser uma tarefa rotineira e, caso algo diferente seja percebido, um profissional deve ser acionado. Desta maneira, minimizamos os efeitos danosos que as doenças podem trazer e nos prevenimos contra o aparecimento de novas patologias.

Em crianças, o cuidado deve ser redobrado, pois, como elas podem não perceber alterações na visão, o diagnóstico pode ser tardio e o tratamento ser prejudicado. Para uma prevenção eficaz, é importante ficar atento aos sinais e sintomas que elas apresentam e manter consultas rotineiras ao oftalmologista.

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Sobre o autor

Rodrigo Fávaro

Administrador de empresas com pós-graduação em Matemática Financeira e MBA de Gestão do Varejo Farmacêutico (CPDEC).

Cerca de 8 anos atrás, fui diagnosticado com uma doença autoimune, chamada Doença de Chron, a partir deste dia vi o quanto é importante ter nossa saúde em dia.
Isso foi o gatilho para meu maior propósito: Ajudar outras pessoas a cuidarem de sua Saúde e Qualidade de vida.

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